To email or not to email

11
jun
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Não é novidade que o e-mail sempre esteve entre as principais estratégias de marketing de empresas dispostas a se conectar e interagir com suas audiências desde o nascimento da internet comercial. Mas, mais recentemente, e particularmente no Brasil, dois fatores têm sido cruciais para adoção de boas práticas no envio das mensagens eletrônicas: a explosão da mídia social e a aceleração do e-commerce, que demonstram estar seguindo a inevitável tendência de transição para os dispositivos móveis.

Um estudo publicado em abril pela SocialMedia Examiner, que teve como objetivo identificar como os profissionais de marketing estão utilizando as mídias sociais, indicou que 87% utilizam o e-mail como parte integrante de suas estratégias de mídia social, índice 22% maior do que qualquer outra ferramenta ou mídia, como SEO, mala direta, publicidade on-line, mídia display, patrocínios, eventos e comerciais em rádios e TVs.

O uso massivo do e-mail tem explicação nas boas taxas de retorno das campanhas. O “Email Marketing Census 2011” da Econsultancy mostrou que 72% das empresas pesquisadas classificam o ROI (Return on Investment) do e-mail como excelente ou bom.
Muito bem. Porém será que as agências e anunciantes estão tirando o melhor proveito das suas ações de e-mail marketing? A invenção do programador Ray Tomlison, que em 1971 implementou o uso do sinal “@” para separar os nomes do usuário e da máquina no endereço de correio eletrônico, um passo fundamental para criação da Internet, está, de fato, sendo utilizada em toda sua plenitude para conquistar, engajar e fidelizar consumidores? Infelizmente, não.

O Brasil, em especial, figura entre os piores países no que diz respeito às taxas de entrega das mensagens aos destinatários. Por aqui, segundo um estudo mundial da Return Path, 35,5% dos e-mails legítimos nunca chegam à caixa de entrada. Do total dos e-mails trafegados no País, 22,4% foram direcionados para pasta de spam ou lixo e 13,1% foram bloqueados pelos provedores (ISPs). A média mundial, segundo o levantamento, foi de 76,5% dos e-mails sendo entregues aos destinatários, o que posiciona o país entre os que têm os índices mais baixos de entregabilidade.

E se ainda não dão a merecida atenção aos desafios para melhorar as performances de entrega das mensagens, tampouco parecem estar de olhos abertos para o fato de que o futuro é móvel. Muitos sequer sabem quantos assinantes móveis possuem. Outro estudo divulgado pela Return Path confirmou que os dispositivos móveis serão a plataforma predominante para consumo do e-mail até o final deste ano, superando o desktop e o webmail, e já representam 30% de todas as aberturas de mensagens. Ao comparar a taxa de leitura de e-mails em equipamentos mobile em março deste ano com março do ano passado, a Return Path verificou um impressionante aumento de 82,4% e concluiu que 88% dos usuários já checam seus e-mails no celular.

Em 2011 nada menos que 32 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra pela Internet e a expectativa é de que o e-commerce cresça 25% este ano no País. Assim como nos Estados Unidos, onde 74 milhões de consumidores já fizeram uma compra a partir de um dispositivo móvel no ano passado, o Brasil também deverá assistir uma rápida evolução do mobile commerce.

Enviar a oferta certa, para plataforma certa, no momento certo e para audiência certa será, cada vez mais, o principal desafio dos gestores de campanhas de e-mail marketing. Chegar ou não chegar com sua mensagem na caixa de entrada passará a ser, não tenha dúvida, caro leitor, um elemento competitivo determinante para vender ou perder market share para concorrência que está a apenas um clique de distância.

Há muito tempo que usar ou não usar o email para envolver sua audiência e melhorar a performance da sua loja virtual deixou de ser a questão. O ponto agora é como aumentar os índices de entregabilidade. E melhorar este cenário só depende de cuidar mais detalhadamente dos 10 mandamentos que são essenciais para o sucesso das suas estratégias de e-mail marketing.

Anote aí:

  1. Melhore sua coleta de dados
  2. Implemente sistemas de autenticação de mensagens
  3. Monitore sua reputação de remetente em www.senderscore.org (77% das mensagens são bloqueadas pelos ISPs – provedores de acesso – por causa da baixa reputação do remetente)
  4. Gerencie seu endereço IP cuidadosamente
  5. Mantenha sua lista de destinatários limpa
  6. Escute as reclamações de seus clientes
  7. Monitore as blacklists para ter certeza de que seu domínio não está incluso em uma delas
  8. Diminua as reclamações de spam
  9. Faça testes com o email antes de realizar o disparo para base de contatos
  10. Adquira um certificado da Return Path para figurar nas whitelists dos ISPs

Esse conteúdo foi publicado originalmente por Louis Bucciarelli – Diretor Geral da Return Path no Brasil, no blog INBOX INSIDER http://br.returnpath.net/index.php/blog/article/artigo_to_email_or_not_to_email

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